quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Eu sei, mas não devia

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Marina Colasanti

terça-feira, 20 de janeiro de 2009


eu preciso pelo menos "tentar" dizer tudo o que senti la, cada olhar deles que me deixava cada vez mais feliz e mais certa que estar la era o que eu mais queria *--*começando pela foto com o luringa, que é uma simpatiia, ele que desceu la onde tava todo mundo pra tirar fotoos, ele é um tipo de inspiração pra mim quando se fala em fotografia e alem disso é um amor :DD depois pelas minhas plaquinhas que foram a minha melhor ideeia pro show, quando o tavares leu a primeeira que era "toca aBRIL" e eu estava apontando pra minha blusinha que tb era da aBRIL, ele sorriu, aquele sorriso que faz com que tudo que agente fez pra chegar até la, todas as horas em pé, no calor, simplismente desapareçam! e a cada olhar deles pra mim, a cada sorriso eu me senti mais feliz e mais certa de quanto eles são muiito importantes pra mim e do quanto eu admiro eles! a plaquinha "parabens pelo disco de ouro" e o vavo piscando pra mim e agradecendo tb foi inexplicavel *--* conseguir a baqueta tb fooi tão peerfeito, eu olho pra ela aqui comigo e é como se pudesse voltar no tempo e lembrar de como tudo aconteceu, o lucas na vãn promentendo ler a carta e dando a mão pra mim tb foi algo que eu não vou esquecer, nunca ! *---*e mesmo eu estando com o joelho ralado, braços doloriidos, pé torcido, eu faria tudo outra vez pra ver cada sorriso de novo e mesmo sem conseguir entrar no camarim que era algo que eu tanto queria tambem, eu não vou desistiir assim e um dia eu conseguirei minhas fotos com eles ! :DD

foiperfeito.jpg


aaah ontem foi perfeeito,esse poste ficará completamente efusivo, porqe ainda estou em ecstasy pelo show !e quee show .. UISAHIUHDbom vou começar do cameço (claro dãã )fui "dormir" 2:30 da manhã, mas ai dormir que é bom nadacomo eu rolei naquela maldita cama ! --'até chegar umas 5:00 que fui choramingar pra minha mãe que tava tendo um troço ja de tanta ansiia --' ( sim quando eu fico ansiosa eu fico totalmente com ansia, eu me odeio por ser assim, mas enfim.. )aai blz tomei remédio e não melhorou, fiquei com cara de doentee chorando de 5 em 5 minutos porqe no meu estado nem tinha como pensar em show,mas meio que me proibii pensar nisso, ai meu pai teve a melhor ideia de irmos comprar o cartão de memória da minha camera, pra eu me distrair um poouco da ansia, aai fui com ele e depois de irmos la, passamos num hotel aqui na minha cidade que sempreficam pessoas famosas quando tem shows, e eu pedi pra ele passar la pela frente só por curiosidade e advinha ...não fresno não estava la --' mas os produtores e os roudiesa turma técnica tava :DD ai passei com uma cara de felicidade completamente sem reação e um deles não mepergunte qual, me falou ooi e com uma cara de : - menina estranha, ta felizporqe ta vendo agente só ! ;~ HAHIUAIUADH, mas ai voltei embora e peguei minhas amigas e fomos la de novo procurar fresno, mas só tava um carinha que iatocar antes de fresno e perguntei deles ele disse que fresno só chegaria pro show mesmo ! ;~ai voltei embora fomos na fila umas 13h e ficamos la até abrir, entramos correndo e conseguimos ficarficar na gradee ! :DD fomos encoxadas, empurradas e tudo mais desde as 4:30 até as 9:30,mas um pouco antes ate de começar o show da fresnoo luringa apareceu e foi tirar fotos com umas meninas perto de mim e saiu, ai ele subiu no palco e eu escrevi na minha plaquinha "luringa vem aqui" aai ele leeu e desceeu ir onde eu tava *--* consegui tirar foto com ele e um autografoo, como ele é simpatico e fofoo ! :DDaai FRESNO entrou o// dessa vez levei uma plaquinha que da pra apagar e escrever (eu amei isso³) e quando eles chegaram escrevi "toca abril" ! (e eu estava com a blusinha da abril) e o tavares sorriu pra miim e eu surteei *-*e o luucas fez um joinha com a mão :DD ai a segunda plquinha foi, "parabens pelo disco de ouro" e o vavooo falouu obrigado e deu uma piscadinha *----*e tavares sorriu e lucas tb ! :DD HUIHSAUIHDai a terceira plaquinha foi a melhor ! o// escrevi " tavares larga a simone e fica comigo? " aai ele deu uma gargalhada tão perfeita pra mim, e aai eu depois escrevi " e 2OO9 será o ano da FRESNO"aai todoos quando olhavam piscavam e sorriram, eu não tava acreditando naquilo e a depois fiz tb uma plaquinha com " tavares me manda um beijo? " ele não me mandou um beijo --' mas tb sorriu ! *--* HUIAHUIHADe por ultimo escrevi "abril em são paulo, quando ? " e ele fez uma cara de "ainda não sei" (sorrindo) :DD seila se era por ser o ultimo show do ano, mas eles tocaram tantas musicas de ciano *-------*e lucas tava de boné ! :DD e claro tavares sem camisa bell tb (6) e vavo com uma polo perfeeita ! :DDaah e o rick vai ser papaai :D HUISAHUHD e depois no final do show o bell jogou a baqueta e quem pegoooou ?! EEU ! o//aai depois sai em disparada pra tentar entrar no camarim, primeiro precisava de uma credencial pra subir la em cimaonde estava o camarim, ai consegui a credencial com um amigo da minha amiga e subi, mas ja tava lotado de gente querendo o mesmo que eu e os seguranças falando que ninguem ia entrar --'ai agente saiu correndo e fomos onde é a saida do camarim, depois de um tempo saiu o bell primeiro e depois todos os outros ! *-*e conseguimos entregar a carta rolo pra ele ! :DD depois saimos correndo de novo pra chegar perto da vãn la fora, aai foi deemais, primeiro entrou o bell, depois o vavoe depois do tavares que levantou na vãn mostrou a lingua e entrou ! e por ultimo o lucas ai quando agente passou do lado da vãn, tinha uma fresta na janela, onde eu e minha amiga colocamos as mãos, e falamos "lucas le a carta rolo, por favoor não esquece" aai ele deu a mão pra gente e sorriu falando que prometia que iriia ler sim ! :DD depois disso eu me suicidei no chão, porqe não tinha visto que existia a calçada e a rua --' HSUAHASUIHDsurreal é pouco pro dia de ontem e mesmo sem conseguir minha tão sonhada fotoo, foi inesquecivel ! *-*como eles conseguem fazer daqueles poucos minuutos sempre os mais perfeitos da minha vida, os que sempre lembrotão feliz, e conseguem fazer com que todas as horas de calor, de ansia, desapareçam com um simples sorriso *----*dia 21/12 foi meu melhor presente de natal, sem duvida ! :D

quinta-feira, 27 de novembro de 2008


Esse livro conseguiu superar todas as minhas expectativas, tinha meio que receio que a história fosse sei la meio bizarra por ser com vampiros, mas admito que amo histórias com um lado meio obscuro. Estou lendo e quase acabando crepusculo, e simplismente me apaixonei pelo livro !
Não tem como não se apaixonar, agora é só esperar pelo filme que está me deixando muito ansiosa, e sem falar que Robert Pattinson como o vampiro será liindo de se ver o//


sexta-feira, 21 de novembro de 2008


como é boa a sensação de saber e agora com os ingressos comigo ter a certeza de poder ver eles de novo ! é uma alegria inesplicavel da vontade de sair por ai contando pra todo mundo oqe to sentindo mesmo sem saber oqe é :# mesmo com varias coisas pra se pensar e varias coisas pra se fazer nesse finalzinho de ano saber que dia 21/12 verei eles de novo faz com que todas essas preocupações diminuam e virem quase nada em relação a esse show *-* e ao que talvez aconteça depois dele ! :)

Alice no País das Maravilhas .

Para Maria da Graça

Agora, que chegaste à idade avançada de quinze anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas. Este livro é doido, Maria. Isto é, o sentido dele está em ti. Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade. A realidade, Maria, é louca. Nem o papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: “Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego?” Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. “Quem sou eu no mundo?” Essa indagação perplexa é o lugar comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrastes essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira. A sozinhez (esquece essa palavra feia que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: “Estou tão cansada de estar aqui sozinha!” O importante é que conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada, e vice versa, isto é, fechar uma porta bem aberta. Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial e temos a presunção petulante de esperar dela grandes conseqüências. Quando Alice comeu o bolo, e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo. Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave. A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes ao dia: “Oh, I beg your pardon!”. Pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para a tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: “Gostarias de gatos se fosse eu?”. Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: “A corrida terminou! Mas quem ganhou?” É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não sabe quem venceu. Se tiveres que ir a algum lugar, não te preocupes com a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre aonde quiseres, ganhaste. Disse o ratinho: “Minha historia é longa e triste!” Ouvirás isso milhares de vezes. Como ouvirás a terrível variante: “Minha vida daria um romance.” Ora, como todas as vidas vividas até o fim são longas e tristes, e como todas as vidas dariam romances, pois o romance é só um jeito de contar um vida, foge, polida mas energicamente, dos homens e mulheres que suspiram e dizem: “Minha vida daria um romance!” Sobretudo dos homens. Uns chatos, irremediáveis, Maria. Os milagres acontecem sempre na vida de cada um e na vida de todos. Mas, ao contrario do que se pensa, os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente, mas devagar, muito devagar. Quero dizer o seguinte: a palavra depressão cairá de moda mais cedo ou mais tarde. Como talvez seja mais tarde, prepara-te para a visita do monstro, e não te desesperes ao triste pensamento de Alice: “Devo estar diminuindo de novo”. Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crescer novamente. E escuta essa parábola perfeita: Alice tinha diminuído tanto de tamanho que tomou um camundongo como hipopótamo. Isso acontece muito, Mariazinha. Mas não sejamos ingênuos, pois o contrário também acontece. E é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim: o camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível rinoceronte. É isso mesmo. A alma da gente é uma maquina complicada que produz durante a vida uma quantidade imensa de camundongos que parecem hipopótamos e de rinocerontes que parecem camundongos. O jeito é rir no caso da primeira confusão e ficar em disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nossos domínios disfarçado de camundongo. E como tomar o pequeno por grande e o grande por pequeno é sempre meio cômico, nunca devemos perder o bom humor. Toda pessoa deve ter três caixas para guardar humor: uma caixa grande para o humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros; uma caixa média para o humor que a gente precisa ter quando está sozinho, para perdoares a ti mesma, para rires de ti mesma; por fim, uma caixinha preciosa, muito escondida, para as grandes ocasiões. Chamo de grandes ocasiões os momentos perigosos em que estamos cheios de dor ou de vaidade, em que sofremos a tentação de achar que fracassamos ou triunfamos, em que nos sentimos umas drogas ou muito bacanas. Cuidado Maria, com as grandes ocasiões. Por fim, mais uma palavra de bolso: às vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento, com tal complacência, que tem medo de não poder sair de lá. A dor também tem o seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado. Por isso Alice, depois de ter chorado um lago, pensava: “Agora serei castigada, afogando-me em minhas próprias lágrimas”. Conclusão: a própria dor deve ter a sua medida: é feio, é imodesto, é vão, é perigoso ultrapassar a fronteira da nossa dor, Maria da Graça.

[ Paulo Mendes Campos ]*

(Paulo Mendes Campos, Para Maria da Graça, in: Para gostar de ler: crônicas, São Paulo: Ática, 1979, v. 4, p. 73-76)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

percebemos sempre da maneira mais dificil, como realemente toda ação traz uma consequencia, que as vezes é muito ruim e ai precisamos correr atras do prejuizo e fazer com que essas consequencias revertam em algo positivo em pouco tempo e com muito trabalho !

cançada, estressada e querendo que o ano acabe, o mais rapido possivel ;~